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7 Textos de Schopenhauer que farão você repensar a sua vida

7 Textos de Schopenhauer que farão você repensar a sua vida Posted on Dezembro 20, 20174 Comments
A prosa  e filosofia de Arthur Schopenhauer está entre as mais elogiadas na língua alemã,  no entanto todos nós sabemos que ele é conhecido como o pai do pessimismo. Para Schopenhauer a vida é um processo de contínuo sofrimento no qual  o único meio para o alívio momentâneo seria por meio  da arte.
Ele viveu sua infância em Hamburgo (Alemanha), em Paris, e num internato inglês. No ano  de 1806, após o falecimento do seu pai, ao que tudo indica, foi causado por suicídio, ele mudou-se com a mãe para Weimar. Um notório romancista, constantemente promovia saraus literários na casa da família.
 Doutorou-se na Universidade de Iena e iniciou uma carreira acadêmica que veio a ser bem sucedida bem depois. Assumiu um cargo na Universidade de Berlim noque ensinou ali ao mesmo tempo que Hegel, a quem ele desprezava, rotulando-o como charlatão. Logo depois Schopenhauer acabou deixando a universidade. Viveu o resto de seus dias com o dinheiro de sua herança. Ele viveu uma vida solitária,  sua fama só veio bem mais  tarde na vida.

Separamos 7 textos profundos fará você refletir sobre muitos aspectos em sua vida.

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Viver Apesar dos Pesares. 

As cenas de nossa vida são como imagens em um mosaico tosco; vistas de perto, não produzem efeitos – devem ser vistas à distância para ser possível discernir sua beleza. Assim, conquistar algo que desejamos significa descobrir quão vazio e inútil este algo é; estamos sempre vivendo na expectativa de coisas melhores, enquanto, ao mesmo tempo, comumente nos arrependemos e desejamos aquilo que pertence ao passado. Aceitamos o presente como algo que é apenas temporário e o consideramos como um meio para atingir nosso objetivo. […] ficarão surpresas ao descobrir que aquilo que deixaram passar despercebido e sem proveito era precisamente sua vida – isto é, a vida na expectativa da qual passaram todo o seu tempo. Então se pode dizer que o homem, via de regra, é enganado pela esperança até dançar nos braços da morte!

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Novamente, há a insaciabilidade de cada vontade individual; toda vez que é satisfeita um novo desejo é engendrado, e não há fim para seus desejos eternamente insaciáveis.

Isso acontece porque a Vontade, tomada em si mesma, é a soberana de todos os mundos: como tudo lhe pertence, não se satisfaz com uma parcela de qualquer coisa, mas apenas como o todo, o qual, entretanto, é infinito. Devemos elevar nossa compaixão quando consideramos quão minúscula a Vontade – essa soberana do mundo – torna-se quando toma a forma de um indivíduo; normalmente apenas o que basta para manter o corpo. Por isso o homem é tão miserável.

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A Intuição é mais forte que a Razão

Devemos sempre dominar a nossa impressão perante o que é presente e intuitivo. Tal impressão, comparada ao mero pensamento e ao mero conhecimento, é incomparavelmente mais forte; não devido à sua matéria e ao seu conteúdo, amiúde bastante limitados, mas à sua forma, ou seja, à sua clareza e ao seu imediatismo, que penetram na mente e perturbam a sua tranquilidade ou atrapalham os seus propósitos. Pois o que é presente e intuitivo, enquanto facilmente apreensível pelo olhar, faz efeito sempre de um só golpe e com todo o seu vigor.
Ao contrário, pensamentos e razões requerem tempo e tranquilidade para serem meditados parte por parte, logo, não se pode tê-los a todo o momento e integralmente diante de nós. Em virtude disso, deve-se notar que a visão de uma coisa agradável, à qual renunciamos pela ponderação, ainda nos atrai. Do mesmo modo, somos feridos por um juízo cuja inteira incompetência conhecemos; somos irritados por uma ofensa de carácter reconhecidamente desprezível; e, do mesmo modo, dez razões contra a existência de um perigo caem por terra perante a falsa aparência da sua presença real, e assim por diante.
Em tudo se faz valer a irracionalidade originária do nosso ser.

O mundo em que vivemos

Num mundo como este, onde nada é estável e nada perdura, mas é arremessado em um incansável turbilhão de mudanças, onde tudo se apressa, voa, e mantém-se em equilíbrio avançando e movendo-se continuamente, como um acrobata em uma corda – em tal mundo, a felicidade é inconcebível. Como poderia haver onde, como Platão diz, tornar-se continuamente e nunca ser é a única forma de existência? Primeiramente, nenhum homem é feliz; luta sua vida toda em busca de uma felicidade imaginária, a qual raramente alcança, e, quando alcança, é apenas para sua desilusão; e, via de regra, no fim, é um náufrago, chegando ao porto com mastros e velas faltando. Então dá no mesmo se foi feliz ou infeliz, pois sua vida nunca foi mais que um presente sempre passageiro, que agora já acabou.

O Jogo da Morte

Cada vez que respiramos, afastamos a morte que nos ameaça.(…) No final, ela vence, pois desde o nascimento esse é o nosso destino e ela brinca um pouco com sua presa antes de comê-la. Mas continuamos vivendo com grande interesse e inquietação pelo maior tempo possível, da mesma forma que sopramos uma bolha de sabão até ficar bem grande, embora tenhamos absoluta certeza de que vai estourar.

A procura pela felicidade 

O homem nunca é feliz, passa a vida inteira lutando por algo que acha que vai fazê-lo feliz. Não consegue e, quando consegue, fica desapontado: ele é um náufrago e chega ao porto de destino sem mastros nem cordâmes. Não interessa mais se ele foi feliz ou infeliz, pois a vida foi sempre apenas o presente, que estava sempre sumindo e agora terminou.

Amar a solidão

Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre (…) Cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exata do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.

Amor próprio

Ter em si mesmo o bastante para não precisar da sociedade já é uma grande felicidade, porque quase todo o sofrimento provém justamente da sociedade, e a tranquilidade espiritual, que, depois da saúde, constitui o elemento mais essencial da nossa felicidade, é ameaçada por ela e, portanto, não pode subsistir sem uma dose significativa de solidão.

Referência: Livro: Aforismo para Sabedoria da Vida, editora Saraiva, edição 2013.

Por: O Martelo de Nietzsche

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4 comments

  1. É no que dá ficar sonhando e fantasiando uma vida sem pé nem cabeça, tentando impingir aos menos avisados um ar de sabedoria etérea. Este senhor fugiu dos objetivos que Deus deu ao ser humano e obviamente nao alcançará a sabedoria com que Deus nos aperfeiçoa com o seu AMOR,
    para alcançarmos uma vida plena de felicidade, paz e amor ao proximo. Nós somos: corpo, alma e espírito, guiados por Jesus Cristo para alcançar a vida eterna. A razão ao qual se refere o filósofo em questão, nada mais é do que o espírito, pois é ele que nos diferencia dos denais seres viventes. Só a razão nos conduzirá para alcançar a justiça Divina.

  2. Não coloque nas mãos de Jesus, Buda, Maomé etc, a responsabilidade de sua vida, até pq se vier a colocar o resultado será o mesmo de não ter colocada, mas a viajem é bem mais confortável e aprazível sem o cabresto!!!

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