Posted in Análise Filosófica

As dores de um homem qualquer em meio ao vazio existencial

As dores de um homem qualquer em meio ao vazio existencial Posted on Março 10, 2018Leave a comment

Adam, por muitos anos durante a sua infância considerava a si mesmo a pessoa mais legal do
mundo, se gabava por sua enorme criatividade ao brincar de bonequinhos e não se importava
quando os ‘coleguinhas’ da rua não o deixavam jogar bola

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– “Sou bom demais para eles’’ dizia.Adam sorrindo, orgulhoso de si mesmo. Conforme os anos foram passando, ele percebia algo um tanto quanto incomum, todos a sua volta sorriam, iam em festas e viviam em grandes grupos (..)

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Menos Adam, que embora fosse uma pessoa legal e um tanto quanto interessante
não se enturmava com os outros; Como ele mesmo dizia ‘’ Eles são burros demais para mim’’
os dias de sua vida seguiam, e sozinho ele brincava, ria, chorava, lia e conhecia vários amigos
literários com o qual passou boa parte de seu tempo. Após a alguns anos já na adolescência a
presença da companhia humana havia se tornado desnecessária

(..) aquela sensação de
estranheza ao ver os outros sorrindo já não existia mais, para ele era como se toda a
humanidade estivesse embriagada de estupidez, e ele… é claro o único a tomar a última doze
de sensatez; É Claro que com isso houve consequências sua pobre mãe não o
compreendia, e todos a sua volta se afastaram.

Aos vinte e três anos Adam foi morar sozinho
em um velho apartamento, no décimo terceiro andar na rua quarenta e dois de um
bairrozinho qualquer, lá estava ele (…) sozinho, divertindo-se consigo mesmo.

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Alguns  diziam que Adam sofria de depressão, outros que ele precisava do amor de
deus em sua vida, no final ele era o único que poderia responder essa questão. Afinal Por que
alguém escolheria a solidão?
A Amizade e o amor fazem parte da convivência humana, por que alguém se afastaria dos
princípios que regem o bem estar da nossa espécie? Esta era uma das muitas perguntas que
Adam fazia, todas as noites ao escrever um de seus melancólicos textos.

No dia 04/02/ de um ano qualquer, uma simpática senhora sentia um cheiro estranho vindo
diretamente do quarto de número quarenta e dois, quarto este que residia adam no décimo
terceiro andar.

Ao acionar as autoridades locais foi-se descoberto que o mesmo havia de
cometido suicídio no ápice de seus vinte e três anos, o mais surpreendente é que ao lado de
seu corpo putrefato havia uma pequena carta com uma única frase dizendo

‘’ A Únicafelicidade é a de não nascer- Arthur Schopenhauer’’

Gerson de Rodrigues.

Escritor, filósofo e comunicador cientifico desde 2015, tendo vários textos de cunho cientifico e filosófico publicados na internet; Autor do livro ‘Aforismos de um Niilista’ que será publicado pela editora buriti. Dono da página Filosofia e Niilismo. 

Por: O Martelo de Nietzsche

 

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