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9 Filmes da Netflix para quem gosta de psicologia ou filosofia

9 Filmes da Netflix para quem gosta de psicologia ou filosofia Posted on Maio 27, 2018Leave a comment

Hoje nós selecionamos  nove filmes da Netflix para você que adora psicologia ou filosofia, como todos nós pesquisadores gostamos. Os filmes que nós selecionamos abaixo, tentam desvendar alguns mistérios da mente humana.

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Sem dúvida, o ser humano é um animal a ser estudado e representado, na arte, no cinema, enfim, nós temos muitas obras cinematográfica que relatam um pouco da complexidade do que pode passar no cérebro humano com todas as suas perturbações.

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Não e a primeira vez que nós selecionamos uma lista de filmes com abordagem psicológica, clique aqui e confira a nossa primeira dica de filmes com essa temática, ou veja também em:

7 Filmes para baixar que foram inspirados nas obras e Dostoiévski 

7 Filmes obrigatórios para quem gosta de psicologia 

Confira logo abaixo a seleção dos filmes

Atom Egoyan – Canadá, 2014

O diretor Atom Egoyan é um pesquisador nato sobre os mistérios da mente  humana. Em O Doce Amanhã (1997), ganhador do Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes, ele mostra os efeitos de futuro comprometido de uma comunidade quando crianças morrem em um ônibus escolar.

O filme da Netflix, À Procura também vai falar da infância, mas de uma infância subtraída. A filha de Matthew (Ryan Reynolds) e Tina (a fantástica Mireille Enos, da série The Killing) desaparece. Mais tarde, descobrimos que ela foi sequestrada por uma rede de pedofilia online. Sabemos quem é a vítima e sabemos quem são os criminosos.

A parte mais perturbadora  deste filme é a tortura mental que um dos sequestradores (Kevin Durand, em uma atuação assustadora) faz nos pais e na vítima. Egoyan usa esta narrativa para discutir nossa relação com o voyeurismo e com a internet.

Tower

Keith Maitland – EUA, 2016

Nós sabemos muito bem que tiroteios em massa têm uma alarmante recorrência nos EUA, e o massacre de Columbine, em 1999, costuma ser usado como referência para tragédias assim. O impressionante documentário Tower dá um salto no passado para contextualizar um presente de muita perplexidade. Em 1966, um atirador na Universidade do Texas matou 16 pessoas e feriu 33.

Keith Maitland, diretor do filme da Netflix, usa a animação como linguagem, para recriar os depoimentos coletados com mais de cem testemunhas.  Sem nenhum tipo de apelo ao sensacionalismo, o filme foca nas vítimas e evita a armadilha de exaltar o atirador.

A emoção vem de se falar sobre o assunto – para alguns dos sobreviventes, o reencontro com a situação trau

matizante por meio do documentário foi fundamental para se reconhecer a dor do momento e expressá-la, mesmo depois de algumas décadas.

Nise: O Coração da Loucura

Roberto Berliner – Brasil, 2016

Neste filme da Netflix, podemos perceber que a fronteira entre loucos e sãos permanece embaralhada, com contornos trazidos de acordo com a conveniência, principalmente se o objetivo for a exclusão de alguém que é diferente.

A brilhante psiquiatra alagoana Nise da Silveira foi pioneira e revolucionária ao propor um tratamento humanizado de pacientes psiquiátricos, trazendo novas perspectivas a partir da arte. Faltava um filme que levasse a dimensão do seu trabalho ao conhecimento de mais pessoas, e Nise de fato consegue essa divulgação de forma bastante sensível, com Gloria Pires interpretando a alagoana.

“Ninguém suporta pessoas que dão respostas inadequadas para as solicitações da vida. Queremos elas o mais longe possível”, lamentou o diretor, Roberto Berliner, em entrevista ao HuffPost Brasil durante o lançamento do filme.

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Durante as quase duas horas da cinebiografia de Nise, a loucura deixa de ocupar seu lugar marginal.

Se Enlouquecer Não se Apaixone (It’s Kind of a Funny Story)

Anna Boden e Ryan Fleck – EUA, 2010

Este longa procura mostra como o suicídio pode levar à redescoberta do desejo de viver. Craig é um adolescente com depressão que não encontra saída para seu sofrimento e resolve buscar ajuda em um hospital psiquiátrico.

Como os EUA tanto gostam, essa é uma comovente história de segunda chance, mas sem as pieguices costumeiras. Viola Davis e Lauren Graham (a eterna Lorelai, de Gilmore Girls) têm atuações pequenas, mas bastante notáveis.

Além disso, há uma maravilhosa cena ao som do clássico Under Pressure. O filme da Netflix é baseado no livro homônimo de Ned Vizzini, que passou por uma internação psiquiátrica para tratar da depressão. Lançada em 2006, a publicação foi bastante elogiada por público e crítica.

Dançando em Silêncio (Dancing Quietly)

Philipp Eichholtz – Alemanha, 2017

Neste filme da Netflix bastante despretensioso, acompanhamos alguns dias da vida de Luca, uma jovem que está superando uma depressão que a abalou por anos.

A moça traz humor, apatia e melancolia em medidas variadas, com uma interpretação graciosa de Martina Schöne-Radunski. É um filme sobre superação, mas sem os fogos de artifício e a superficialidade que comumente eclipsam o doloroso e particular processo de lidar com o sofrimento.

The Mask You Live In

Jennifer Siebel Newsom – EUA, 2015

Que preconceitos, repressões e crueldades se escondem por trás das palavras de ordem “seja um homem”? Este documentário aborda frontalmente os prejuízos de uma cultura que não permite que os homens lidem com suas fraquezas e vulnerabilidades em nome de uma “assegurada masculinidade”.

Depoimentos de crianças, adolescentes, atletas e detentos dialogam com reflexões propostas por diferentes profissionais, de técnicos de times a psicólogos.

O filme da Netlfix se propõe a criticar a sociedade norte-americana, mas sabemos que a análise serve bem aos brasileiros. É um pungente retrato sobre emoções represadas e as dolorosas consequências disso.

O Segredo dos Seus Olhos (El Secreto de sus Ojos)

Juan José Campanella – Argentina, 2009

Neste maravilho drama policial estrelado por Ricardo Darín, acompanhamos os diferentes rumos tomados em nome do amor. A investigação de um crime brutal aos poucos vai se revelando como uma investigação das relações humanas e da complexidade dos sujeitos.

Não há qualquer tipo de previsibilidade na trama. O filme venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010.

Quando te Conheci (Equals)

Drake Doremus – EUA, 2015

Nesta tocante  distopia, as pessoas convivem pacificamente e supostamente não têm necessidades em um mundo completamente igualitário. As emoções são banidas e consideradas uma doença sem cura.

Mas esse arranjo visivelmente purista fica completamente abalado quando Nia (Kristen Stewart) e Silas (Nicholas Hoult) descobrem o amor.

O tema mais explorado no filme é o amor proibido, contudo as sutilezas neste filme o diferenciam e se encarregam de nos dar uma experiência tão amarga quanto bonita.

Life, Animated

Roger Ross Williams – EUA, 2016

A ciência linguística já comprovou que nós somos  seres da linguagem e, por meio dela, pudemos ser criativos nas mais impossíveis situações ao longo da História.

Quando a linguagem encontra mais percalços do que comunicação, como ocorre nos casos de transtorno do espectro autista, é grande a angústia. Mas isso não significa que deva ser definitiva. Aí entra a poderosa reinvenção dos seres humanos.

Este documentário traz a comovente história de Owen Susking, que aos três anos parou de falar e recebeu o diagnóstico de autismo.

Muitos especialistas se debruçaram sobre sua condição, mas foram os filmes da Disney que ressignificaram a relação de Owen com o mundo, retirando sua existência do silêncio. Diferentemente dos moralismos existentes nesses filmes, o documentário mostra as dificuldades reais na vida de Owen, o que deixa a narrativa ainda mais afetuosa.

O Começo da Vida

Estella Renner – Brasil, 2016

Este delicado documentário vai às origens da vida para mostrar como nossa sociedade atual repercute os primeiros meses de cada ser humano que aqui habita.

A diversidade de maneiras com que podemos existir no mundo reflete os cuidados (ou a ausência deles) que recebemos naquele período de total dependência.

Os depoimentos vêm de ângulos diferentes, como pais, educadores, profissionais psi, ativistas e pesquisadores, o que enriquece a discussão.

Gostou das nossas indicações os dos filmes da Netflix? Compartilhe com seus amigos e deixe nos comentários sua indicação também.

Por: Wanderson Dutch

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