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O inesperado encontro entre Nietzsche e o Imperador D. Pedro II

O inesperado encontro entre Nietzsche e o Imperador D. Pedro II Posted on Junho 11, 20181 Comment

Você sabia que Nietzsche teve uma amizade com o imperador D. Pedro II e que eles trocaram correspondências por um longo período? Confira logo abaixo tudo sobre esse encontro inusitado entre duas personagens marcantes de nossa história.

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No ano de 1871, nosso consagrado filósofo alemão Friedrich Nietzsche entrou por engano num vagão exclusivo que transportava um brasileiro de passagem pela Áustria. Ao notar que o carro estava ocupado por alta personalidade com o seu séquito, Nietzsche percebeu o equívoco e tentou retirar-se, contudo teve logo o amável convite do ilustre viajante para que se sentasse.

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Não tardou que este o interpelasse, e dentro em pouco estavam os dois em uma conversa muito animada e espontânea, conversaram durante 5 horas.

Um encontro histórico

Uma hora mais tarde, o trem chegava à estação de destino de Nietzsche. Completamente entusiasmado e impressionado com a erudição do gentil de Dom Pedro II, somente ao descer é que o nosso filósofo tratou de indagar a identidade do interlocutor. Surpreso, soube que se tratava do Imperador do Brasil, D. Pedro II, Nietzsche já está muito confortável com o imperador, imediatamente levantou-se , começou a rir e abraçou-o.

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Logo depois, muito falou acerca do imprevisto encontro, Nietzsche estava literalmente fascinado pelo espírito cortez de DOM PEDRO II.  De acordo com os amigos próximos de Nietzsche, como por exemplo,  Peter Gast, este acontecimento foi marcante na vida do filósofo, era assunto recorrente em suas conversas. Dali em diante viriam a manter correspondência entre si.

Nietzsche confessa que  nunca imaginaria como um homem tão simples , educado, culto e inteligente poderia ser monarca de um império tão grande.

Friedrich Wilhelm Nietzsche e D. Pedro II do Brasil correspondiam-se mensalmente dividindo ideias e assuntos íntimos de sua vida afetiva conturbada mantendo esse contato e admiração até o momento de lucidez de Nietzsche.

Fonte: Diário de Pedro II, Museu Imperial Petrópolis e Biblioteca Nacional RJ.

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