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10 curiosidades sobre Nietzsche que você precisa saber

No texto de hoje vamos estar abordando alguns fatos sobre o filósofo Alemão Nietzsche. Serão contribuições básicas, se quiserem textos mais profundos sobre a obra desse autor deixe nos comentários sugestões. Vamos lê-las e acolhê-las com muito carinho.

 

  1. O primeiro fato é sobre a expressão Ecce Homo que intitula a sua obra autobiográfica. Significa ‘Eis o Homem’. Foi uma expressão utilizada por Poncio Pilatos quando apresentou Jesus à multidão, próximo a crucificação. Nietzsche usou essa expressão como forma de dizer, que como Jesus, ele também tinha uma mensagem a ser apresentada ao povo. 
  2. Quando criança ele era chamado de ‘pequeno pastor’, pois seu pai era um bem famoso. Nasceu numa família de protestantes, muito religiosa. Esperava continuar com essa carreira, seguindo o pai. Porém ele morreu quando Nietzsche ainda era jovem, deixando sequelas em nosso filósofo. 
  3. Sua primeira publicação foi ‘O nascimento da Tragédia’, em 1872, quando ainda era um professor e Filólogo. Nesse livro ele aborda a temática da tragédia. Ele defendeu que a sociedade grega tinha dois sentimentos: o apolínio e o dinonisíaco. Duas forças que se entrelaçamvam e se combatiam. Na mitologia Grega, ambos são filhos de Deus. 
  4. Apolo simboliza: a sobriedade, a ordem, a harmonia, a simetria, o limite, a distância, a justa medida, a distinção, a visão clara e distinta, a separação do que é diferente e a individualidade Dioniso, deus do vinho, da embriaguez e da oergia,  simboliza o fluxo contínuo da vida que constitui toda natureza
  5. A primeira vez que a expressão Deus está morto aparece na obra de Nietzsche é no livro Gaia Ciência, fragmento 125. Nele, ele anuncia a morte de Deus. Lendo-o podemos entender porque ele prefere essa expressão à ‘Deus não existe’. Para ele, se Deus existe é uma pergunta menor, o que importa é que a sociedade o matou – no sentido de que ele não tem tanta importância para as relações quanto tinha na idade média. 
  6. O seu método genealógico, apresentado na obra ‘genealogia da moral’ tem como concepção a ideia de que os valores são construídos socialmente. Ou seja, os valores não são absolutos, como acreditava o cristianismo. Eles são fruto do pensamento do homem em um determinado contexto histórico. 
  7. A partir desse método ele pega seu martelo e vai destruir todos os ídolos. Ídolos, talvez, seja uma recuperação da ideia de Francis Bacon, onde os idola podem enganar nossos sentidos. Para Nietzsche é da mesma forma, alguns ídolos da moral podem ser venenos para nossas atitudes. 
  8. Nesse sentido, ele olha para a moral ocidental com reprovação. Vê nela ídolos que devem ser destruídos. Para ele, a moral ocidental é uma moral dos escravos, daqueles seres mesquinhos que negam a vida. Ao longo da história os impulsos presentes nessa moralidade foram ganhando força, e ganhando poder na sociedade. Enquanto os espíritos fortes foram se tornando subjugados a essa moral. Dois expoentes dessa ideia é o cristianismo e o pessimismo de Schopenhauer. 
  9. Dois ídolos que Nietzsche vai destruir é Platão e Sócrates. Sócrates o maior deles. Ele representa essa negação da vida, representa a moral dos escravos. Era um ser mesquinho, porém era erótico. Por isso nos seduzia. Platão caiu no mesmo erro, negando a vida quando nos apresentava o mundo das ideias. 
  10. Assim, como a cultura ocidental está construída em cima de valores que negam a vida, valores não desejáveis, precisamos de uma transvaloração de todos os valores. Ou seja, refundar a sociedade ocidental do zero, baseando-a em sentimentos que afirmam a vida, que amem a vida, a moral dos senhores deve voltar à tona e construir essa nova sociedade. 

 

Gostou desses fatos? A obra de Nietzsche é muito extensa, e precisa ser estudada a fundo para ser compreendida. Apresentamos, aqui, alguns aspectos para introduzir a introdução do pensamento desse autor. Comente o que achou, e nos dê sugestões para os próximos textos.

Texto por: Miguel Bugalski

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