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Os 5 Estágios da Nossa Consciência segundo a Filosofia dos Vedas

Os 5 Estágios da Nossa Consciência segundo a Filosofia dos Vedas Posted on Dezembro 16, 201712 Comments

De acordo com a filosofia dos Vedas, a consciência humana passa por 5 estágios distintos durante o seu processo de evolução. Passando pelo estágio inicial de materialista à criadora.

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Algumas pessoas podem considerar essas informações um pouco mística, no entanto, trata-se de uma tradição filosófica antiga. Segundo a maioria dos historiadores ocidentais, a civilização védica começou a elaborar seu pensamento filosófico no primeiro milênio a.C.

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A  civilização védica desenvolveu suas concepções filosóficas na região do subcontinente indiano e tinha como base de sua cultura, tanto a materialidade quanto a espiritualidade. A dualidade já estava presente na forma como a sociedade se organizava.

Conheça agora os 5 estágios da nossa consciência segundo a filosofia dos vedas.

Estágio Obscuro

Obscuro aqui não tem o mesmo significado do que “mau”, mas sim, sem “luz”.

Nesse estágio o homem não consegue enxergar além do mundo físico. Para ele nada existe além da criação material. Por isso, forma seus conceitos com base naquilo que vê. O que para os vedas é o motivo para causar dor e sofrimento existencial, mas como o todo é perfeito, nada permanece igual para sempre, nem mesmo o homem que se diz convicto de um conhecimento em relação ao mundo.

A pessoa no estágio obscuro é levada naturalmente a ter vislumbres de uma consciência mais ampla. Sua ideia de mundo material vai sendo aos poucos colocada em questão, mesmo contra a sua vontade.

O filósofo pré-socrático, Heraclítico, dizia que tudo muda, não existe nada fixo, exceto a certeza da mudança. Os nossos pensamentos mudam conforme nossas relações com o mundo. Nunca permanece imutável.

Estágio Motivado

Esse estágio é alcançado quando a pessoa assume que deve haver algo a mais,  isto é, além daquilo que consegue compreender em relação a sua existência na sociedade. Ele luta para descobrir a verdadeira natureza do universo e persiste na busca da compreensão de tudo aquilo que existe ao seu redor. Dessa forma, ele concentra-se sua mente e descobre o seu interior.

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Estágio Firme

O homem chega a esse estágio quando a compreensão dessa existência interior se torna natural e há percepção de que os fenômenos externos nada mais são do que criações mentais. Nesse estágio a pessoa submerge-se nos mais profundos dos seus pensamentos, o que os vedas chamam de “rio sagrado”.  Ele chega gradualmente a postura espontânea de gratidão ao universo simplesmente por existir.

Estágio Devotado

Nesse estágio a devoção aos pensamentos do “rio sagrado” torna-se o estado natural de sua consciência.  Nesse estágio de consciência o homem consegue compreender a totalidade de ilusão  do mundo da qual ele mesmo é parte, bem como toda a criação.

Estágio Puro

O último estágio é alcançado quando o homem está completamente ciente das ilusões do mundo, e compreende  a espiritualidade na plenitude de sua existência, no todo do universo. Aqui ele não se sente inferior ou superior a ninguém, ele se sente parte de todo o universo. Sente-se conectado em tudo o que existe. Portanto, o falso ego não tem mais poder em sua consciência. Nesse estágio a sua luz é percebida por qualquer pessoa que se aproxime. A lucidez espiritual  é perceptível.

Dessa maneira, ele abandona a ideia de indivíduo, eu, sujeito, singularidade, etc..  Passa a sentir como um ser plural conectado ao universo.

Indicação de leitura complementar: Veda: Segredo do Oriente, uma Antologia de Artigos e Ensaios.

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Por: O Martelo de Nietzsche

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12 comments

  1. aFINAL DE CONTAS, NO ÚLTIMO

    Afinal de contas, no último estágio o homem sente-se parte do universo, conectado a tudo o que existe, ou sente-se parte de uma total ilusão? O texto dá um salto mágico de um todo ilusão, para um todo universo. Deixa de recorrer ao termo ilusão para recorrer ao termo universo, que substitui bruscamente o anterior (ilusão). Não se compreende, pelo texto, qual a diferença entre o “mundo como ilusão” e o “mundo como universo”.

    1. Acho que é porque esta compreensão é de ordem espiritual, bastante aprofundada, demanda justamente trilhar este caminho dos Vedas. É o pulo do gato. Só quem compreende a existência neste universo vai entender esta diferença. O que é compreender senão uma experiência de perspectiva e abrangência da consciência?

  2. O mundo ilusão, é quando você vê a vida superficialmente, sem mais considerações.

    É como a alegoria da caverna de Platão, o que você enxerga são só sombras e para se libertar da condição de escuridão que nos aprisiona você tem de siar da caverna através da luz da verdade.

    No caso, ele não vai se tornar parte de uma total ilusão, pois ele alcançou o último estágio se livrando dessa visão pequena que ele estava limitado.

  3. Esta é a evolução… E quanto à regressão? Pois há fatores externos que desmotivam, que te agridem psicologicamente e fisicamente. Como fica um ser puro em um mundo de desgraças?

  4. É o caminho invertido do comportamento ocidental. Aqui precisamos sair da ilusão metafísica para entendermos o mundo real (vide os artigos das revistas científicas). Pelo que entendi, em Vedas o que é real é ilusão. O idealismo é a consciência do imaterial é o estágio mais avançado da consciência humana.
    Só nos resta festejar a diversidade e buscar entender o contexto social de tal pensamento.

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