Razões para adotar o Silêncio como uma prática de sabedoria

Começamos este texto fazendo algumas indagações necessárias : Por que calar é tão difícil? Qual a causa dessa dificuldade que há séculos causa enormes problemas entre as pessoas? Por que nós temos essa necessidade de ter que dar opinião ou de fazer com que o nosso pensamento seja ouvido? Nietzsche nos responde da seguinte forma:

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“É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil”

Sim, é muito difícil calar, principalmente na época em que nós vivemos. As pessoas de maneira geral, têm necessidade de dizer que não gosta de algo, não concorda, que acha feio, por uma patologia estranha de emitir opinião. Talvez você contra argumente comigo: “por que você então está escrevendo esse texto?” Você também não está emitindo opinião sobre as opiniões das outras pessoas? Logo, você deveria ficar calado também.

Esses questionamentos são pertinentes, eu respondo da seguinte forma: eu também preciso aprender a me calar. E de fato, eu faço isso constantemente. Diariamente eu recebo na minha página diversas opiniões, por vezes, até desrespeitosa, porém, a maioria das vezes eu ignoro, não respondo, prefiro não entrar em um debate inútil, não perco tempo da minha vida com aquilo que não me acrescenta vida.

Confira logo a seguir, algumas razões  para você adotar o silêncio como uma prática de sabedoria em sua vida

Nossa mente precisa de silêncio para  desenvolvermos melhor nossos pensamentos.

A ciência já comprovou que as pessoas que vivem ou trabalham em lugares com muito barulho, que dormem ouvindo o barulho ou a agitação de uma cidade que não para são mais vulneráveis a sofrer determinados problemas de saúde. Entre eles podemos citar:

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Problemas no sistema circulatório, estresse, ansiedade… Se buscarmos as principais causas de tudo isso, será fácil encontrar a falta de descanso nas primeiras posições. Nosso piloto automático, após anos e anos agindo da mesma forma, está preparado para pular de um estímulo a outro.

O silêncio nos incomoda, estar em silêncio nos deixa nervosos. Essas frases são apenas crenças arcaicas que tentam justificar alguma coisa que não queremos ver em nós mesmos. Podemos nos perguntar: afinal, do que temos medo?

O barulho e a inquietação nos afastam de nós mesmos

Para Buda: “o barulho e a agitação nos afastam de nós mesmos”. Quem de vocês se dedica muito tempo para conhecer a si mesmo? Quem realmente se presenteia com alguns minutos de meditação por dia para acalmar a mente, relaxar e lidar com os pensamentos que tenta ignorar, por mais prejudiciais e traiçoeiros que sejam, mas que ao mesmo tempo não deixam de ser invasivos e de causar mal-estar? É complicado, não é mesmo? Quando há tantas tarefas urgentes que nos ocupam, quando o tempo para nós mesmos sempre pode ser adiado para mais tarde…

Ficar em silêncio é muito mais que praticar meditação ou deixar a mente em branco – isto é uma crença totalmente errada sobre essas práticas. É deixar de viver no piloto automático e desfrutar mais do presente. Não é necessário fazer grandes coisas. Apenas saborear uma refeição, apreciar os sabores, desfrutar o som dos pássaros quando passeamos na natureza.

Tudo isso significa viver com sabedoria. Porque se existe uma coisa que estar constantemente inserido em ambientes barulhentos provoca é que não vivemos, existimos. Para quê? Para fazer o que precisamos fazer, sem aproveitar, sem cuidar de nós mesmos e sem dar importância ao que possuímos.

Apenas nos movimentamos por motivações que muitas vezes não são nossas, mas alheias.

Por: O Martelo de Nietzsche.

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