7 Hábitos Mentais poderosos para aceitar a dor e Superar o Sofrimento

As pessoas são decepcionantes, imperfeitas, desonestas, grosseiras, rudes, nojentas, indesejáveis, eu demorei para aprender essa nobre verdade, mas calma! Nem todas são assim.

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Embora possa parecer muito simples, muitas pessoas não conseguem entender que o ser humano é imperfeito e que sempre está propenso a cometer erros. O problema não está na decepção que a pessoa nos causou, mas na expectativa que nós colocamos e que nós esperamos daquela pessoa.

Entender que as pessoas são falhas, que comentem erros constantemente e que nós também somos pessoas que podemos causar decepção para alguém, sem dúvida, ajuda a encararmos muitos problemas sob nova perspectiva.

Hoje nós selecionamos alguns hábitos mentais infalíveis que todos nós podemos adotar para minimizar o sofrimento em nossas vidas, ou pelo menos, ajudar a suportar a dor e o sofrimento de viver nesse mundo de alegrias e tormentos.

1. Liberte-se do vitimismo. Aceite tua dor.

É certo que todos somos contadores de histórias acerca das nossas experiências. A maneira como narramos os acontecimentos de impacto negativo, tem enorme influência na forma como posteriormente olhamos a vida. Se de forma esperançosa ou de forma vitimizante.

Histórias deturpadas sobre o seu passado ou a visão do futuro podem ser uma experiência que permite perceber o quão você pode estar perdido em pensamentos negativos, torturando-se com acontecimentos dramáticos.

Você precisa se esforçar para perceber a forma como narra os seus acontecimentos, como se prende e identifica com eles, ao ponto de construir um cenário mental catastrófico que apenas passa tudo o que de errado aconteceu ou vai acontecer com você. Saia da zona de sofredor e passe para o lugar de uma pessoa que sabe que sofre.

2. Mantenha-se presente no agora.

Parece obvio não é mesmo? – E é.  Toda vez que você estiver a vaguear num mar de pensamentos recorrentes de angústia, decepção, tristeza profunda, e sentir que o seu sofrimento disparou, traga o seu pensamento para o momento presente.

Quanto mais rápido melhor: esqueça de uma vez o movimento do pensamento viajante e mantenha-o no momento presente, fixando a atenção em algo que esteja a fazer, ou simplesmente na sua respiração. Faça isso. Abandone o julgamento do seu passado, deixe por momentos de projetar-se no futuro, fique consigo. Esta é uma prática budista que muitos sábios da antiguidade faziam, inclusive Nietzsche e Schopenhauer, toda vez antes de escrever.

“O supremo e o eterno é o aqui e o agora” – Nietzsche

3. Sinta teu corpo.

Tome consciência física do seu corpo. Procure entrar  em sintonia com as sensações que passam em seu corpo. Utilize o passo anterior de conectar-se ao momento presente. Sinta o presente,(por mais místico que isso te pareça) e foque a sua atenção nas sensações que o seu corpo lhe proporciona. Por vezes podem ser sensações desagradáveis, mesmo assim tente perceber a sua localização para que conscientemente possa aliviar o incômodo.

Se forem boas sensações, geralmente são,  como, por exemplo, a sensação de uma xícara de café, ou do vento perpassando o seu corpo, ou quem sabe do sol no seu rosto, o aconchego de um abraço de alguém que você ama ou de um animal que você tenha muito carinho. o seu corpo pode ser uma porta de entrada para a tomada de consciência de alguns hábitos que podem aliviar o seu sofrimento.

No exato momento que fica com as suas sensações corporais, o seu pensamento deixou de movimentar-se. A sua mente está ocupada com a contemplação das boas sensações.

4. Aceite teus pensamentos desagradáveis para poder eliminá-los

Somos todos seres sensíveis em alguma proporção. Temos a capacidade de sentir um alargado leque de emoções. Umas gostamos, são prazerosas, e outras detestamos, são desagradáveis. Mas, não podemos não sentir as que não gostamos. Por isso, importa reconhecer os seus sentimentos desagradáveis, como a raiva, a tristeza, a autocrítica negativa, inveja ou preocupação excessiva e tratá-los de maneira amigável, como algo que se expressa no seu corpo.

Para que este hábito mental possa ser possível de realizar você tem de entender que não é os seus sentimentos. Você tem de entender que existem sentimentos que se manifestam em você, mas que nem sempre tem de julgar ser aquilo que está sentindo.

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Quando você ouve o som do sino da igreja, sabe perfeitamente bem que não é o som que o sino imite. Porém, ele expressa-se no seu corpo. Assim funcionam alguns dos nossos sentimentos. Precisamos aceitá-los, mas não temos de nos fundirmos a eles, isto é, julgando ser o que sentimos.

Reconhecer a presença de uma experiência desagradável é em si um momento de tomada de consciência daquilo que está acontecendo em nós ou fora de nós.

5- Não ore, pratique a meditação.

É preciso que sejamos específicos neste ponto: há um abismo de diferença entre medita e orar. A oração eleva os seus pensamentos ao metafísico, e por consequência a adoração ao divino intangível, para muitas pessoas funciona muito bem. Mas não é isso que nós queremos abordar. Nós temos problemas reais, concretos e urgentes para resolver, a meditação irá ajudar a resolução desses problemas.

Para o budismo a prática meditativa diminui a tensão e relaxa mais o nosso corpo, o que consequentemente nos faz ter um sono melhor. A habilidade que ela nos traz de centrarmos mais nossos pensamentos e controlarmos impulsos faz com que não sejamos tão assediados pelos desejos e vontades diárias, podendo até nos ajudar a emagrecer ou controlar melhor nossa vida financeira.  Ela nos centra em nossas atividades diárias, dando mais foco, tirando a ansiedade dos pensamentos e fazendo com que tudo se resolva em um tempo mais ideal.

A autorreflexão é um dos grandes ganhos da meditação. É possível entender mais o que se passa dentro de você e ouvir mais aquela vozinha interna que só quer o seu bem. Entendendo mais a si mesmo, entender o que acontece em sua vida se torna ainda mais simples.

Por fim, a meditação te conecta a algo maior. Te faz estar mais alinhado a seus propósitos mais profundos de vida e te motiva a seguir um caminho pacífico e que beneficia não só a você, mas ao mundo ao seu redor também.

6. Evite o julgamento externo. 

Este hábito mental talvez seja o mais difícil, pois a maioria das pessoas tem  o terrível hábito de julgar, apontar erros, quer ver a desgraça alheia. Avaliar os outros não é a mesma coisa que julgar os outros. Avaliar é um ato que pode ser considerado neutro, uma habilidade que é necessário para a sobrevivência e adequação à vida. Julgar, pode tornar-nos rígidos na forma de pensar, querendo que as coisas sejam da forma que julgamos que deveriam ser. “Ele está gordo, deveria perder peso” ou  “Ele é uma pessoa imprudente.

Na base do não julgamento está o respeito pelos outros, pelas suas opiniões, formas de estar na vida, e até mesmo sobre o seu passado e condições de vida. Podemos não apreciar ou até mesmo não gostar de algo ou de alguém, mas não temos necessariamente de julgar à luz dos nossos olhos.

Quando julgamos impunentemente, estamos constantemente a direcionar a nossa atenção para estímulos que nos causam mal-estar, e com isso alguma forma de dor emocional.

7. Abandone o ressentimento. 

Eis a fonte de sofrimento para muitas pessoas: Sentir-se culpado, ter em mente que fez algo errado, porque a sociedade julga aquilo errado. É preciso sentir-se capaz de sentir  a“alegria apreciativa” da vida .

Em relação ao ressentimento de algo ou de alguém, tente perceber o que esse sentimento lhe está querendo dizer. Que valor está na base do seu ressentimento, o que isso diz acerca de você mesmo. Depois, se puder fazer algo para minimizar os danos colaterais associados ao ressentimento, faça.

Se  você considera que  não poder fazer nada, ou não quer fazer nada, leve em consideração que o sentimento de ressentimento existe em você e não nos outros ou nas coisas, liberte-se desse tipo de sensação que só leva ao retrocesso, a menos que você realmente tenha razões lógicas para se sentir culpado por algo.

Quando você se sente ressentido, você só está  prejudicar-se, e não os outros. A parte mais difícil é tomar a decisão de deixar ir embora os seus ressentimentos. Utilize a ideia de “deixar ir o aqui não agradável que não acrescenta”, porque trata-se disso mesmo, se cada vez que esse pensamento ou imagem de ressentimento lhe surgir na mente, se não focar a sua atenção nele, se não o alimentar através do foco na recordação do acontecimento angustiante, ele acaba por desaparecer.

Portanto, liberte-se e viva a vida.

Por: O Martelo de Nietzsche

 

 

 

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