Crítica: a exposição coletiva e gratuita da burrice e o culto ao inculto.

agosto 19, 2018 Off Por O Martelo de Nietzsche
Só quem é negro para sentir a dura realidade do racismo na pele. Isso não quer dizer que os brancos, os puros de olhos azuis, que já nasceram no topo não aceitem a existência do racismo em suas diversas manifestações.No entanto, eles jamais sofrerão por serem o que eles são.
Eles herdaram naturalmente uma posição social que ainda é privilegiada nesta sociedade decadente. O que vemos hoje?
A valorização da ignorância, do culto a tudo que é inculto.  Do caminho quase que unânime ao niilismo político, isto é, ao pessimismo nas nossas instituições falidas, que mediante um teatro, procura passar credibilidade à população. Dizer que é burro hoje em dia é sinal de qualidade, principalmente se sua intenção for assumir um cargo público. 
Dizer que racismo é “mi,mi,mi” é bonito. Dizer que feminicídio não existe é revolucionário, apoiar a legalização do aborto é ser desalmado, imoral, esquerdopata. Dizer que o sistema de cotas é algo desnecessário é sinal de ser politizado e justo. Agora apoiar pena de morte e armar a população pobre amedrontada pela violência é necessário, sobretudo coerente..
O que vem acontecendo com o Brasil nos últimos anos tem sido uma coisa assustadora, as palavras mais sensatas para nossos tempos são: retrocesso, involução, decadência iminente para o precipício.
Nós estamos passando por esses embates ideológicos por diversas razões, não por ser apenas um ano político, mas pelo simples fato de as novas tecnologias da comunicação e da informação, estarem mudando o mundo de forma impactante, e por consequência, a exposição virtual do tosco imbecil, torna-se mais veemente.
Esses falsos moralistas da virtualidade, na vida real não tem coragem de expor seu ódio, da mesma forma que expõe nas mídias sociais. É muito mais fácil e contemporâneo ir para as redes sociais vomitar pelos dedos suas imundices, sem checar qualquer informação antes, sem sequer ler um livro mediano ou artigo simples de uma página.

Não, o odioso quer apenas mostrar seu ódio e gritar que sua opinião é a mais sóbria. .

A visível exposição de ódio por parte de muitas pessoas é realmente muito assustadora, mas elas reagem com risos e excessivos potássios digitados em sequência, em uma análise pragmática dos sentidos, podemos entender como uma resposta direta: “tô cagando para suas queixas.” Insensibilidade e crueldade ganhando forte louvor . A barbárie a dor alheia.  
A intolerância de nossos dias não tem sido apenas a religiosa, e sim contra qualquer opinião que seja contrária a uma maioria que ostenta um ódio gratuito à questões importantíssimas, que tanto lutamos para conquistar, com por exemplo, o combate ao racismo, divida história do país, que um grupo de baixa intelectualidade nega.
Mediante ao regresso à ignorância dos tempos da idade das trevas. Fica a indagação: Para onde caminha a sociedade Brasileira? Precisamos de um salvador? De um ditador e de um capitão? De um populista?
Bolsonaro venceu. Minha única palavra é: que o futuro desse país seja tão bom quanto o otimismo dos seus eleitores. 
Por: O Martelo de Nietzsche