Conheça as 10 Mulheres poderosas que fizeram diferença na história mundial

Conheça as 10 Mulheres poderosas que fizeram diferença na história mundial

Setembro 11, 2018 1 Por admin

Podemos dizer  que é irrefutável a quantidade de homens filósofos e sábios, que possuem tamanha importância histórica, por vezes, a história tem sido contada somente pelo olhar masculino.

Contudo, a função do artigo é mostrar que, embora não possuam o mesmo reconhecimento, as mulheres que nós iremos mencionar, agiram efetivamente e em grande número na história da filosofia, como também, na música, na arte e na luta por uma sociedade mais justa.  Sendo merecedoras do mesmo respeito e admiração que são dados aos homens.

Confira logo a seguir 10 mulheres que marcaram o seu tempo.

Enheduana 2285 a.C.

Sabe-se que foi o primeiro ser humano de que se tem notícia a assinar por meio de suas próprias obras, portanto, consagrou-se como a primeira pensadora da História. Foi também a primeira sacerdotisa e filósofa do templo da deusa lua; nestes templos dirigia várias atividades, comércio, artes; também eram ensinados matemática, ciências e especialmente o movimento das estrelas e dos planetas. Enheduana escreveu 42 hinos para a deusa Inana e é por isso uma das principais fontes da mitologia suméria.

Hannah Arendt  1906 – 1975

Em nome de interesses pessoais, muitos abdicam do pensamento crítico, engolem abusos e sorriem para quem desprezam. Abdicar de pensar também é crime.” – Hannah Arendt

Arendt já uma filósofa dos tempos  modernos,fez diversas reflexões sobre os acontecimentos da época. Ela pensou em um modo novo da política e criticou a tradição filosófica de seu tempo e seus contemporâneos. Suas obras mais conhecidas são:  “Crises da República, “A condição Humana”, “Entre o passado e o futuro”, e “A vida do Espírito. O pensar, o querer e o julgar”.

Hannah Arendt defendia  com bastante retórica o conceito de “pluralismo” no âmbito político. Ela acreditava que com esse pluralismo possibilitava um potencial de liberdade e igualdade política. Ressaltava que para assumir a responsabilidade política deveriam estar presentes pessoas adequadas e dispostas, já que elas seriam responsáveis pelos convênios e leis que toda a sociedade deveriam se submeter. Com isso defendia um sistema de democracia direta ou um sistema de conselhos.

Se você puder ler apenas uma obra, nós recomendamos : A Condição Humana”

Lou Andreas-Salomé (1861-1937) |

A grande e única paixão de Nietzsche, nosso querido  bigodudo, ela também deixou Freud fascinado. No ano de 1919 escreve seu primeiro ensaio de argumento psicológico, “O Erotismo”. Passou então a frequentar o debate psicanalítico e encontrou os argumento que necessitava para articular seus maiores interesses: a arte, a religião e a experiência amorosa como pode se verificar em sua obra: “Reflexões sobre o problema do amor”, “Religião e Cultura”, “Jesus, o judeu”, “Meu agradecimento a Freud”, entre diversos poemas e textos com uma riqueza poética impressionante.

Infelizmente seus livros ainda não foram traduzidos para o português. 

Simone de Beauvoir (1908-1986)

Considerada a maior intelectual feminina do século XX. Casada com Sartre, Simone é a poderosa representante do Existencialismo Feminista. Entre as décadas de 50 e 60 viajou pelo mundo debatendo sua produção filosófica, com grupos políticos e feministas. Seus livros sobre a condição feminina, transformaram-se como um grande respaldo para o movimento feminista.

Escreveu também: “Por uma moral da ambiguidade”, “A força das coisas” e “Balanço final”, entre outros trabalhos.

No Brasil

Clarice Lispector (1920-1977)

Uma das maiores  intelectuais que nós tivemos no Brasil, embora ela tenha nascido na Ucrânia e de origem judia. Clarice tem uma importância dentro do cenário da literatura nacional, seus livros são obrigatórios para cursos de Mestrado e Doutorado em Literatura em todo o Brasil.

Clarice Lispector escreveu seu famoso livro em 1977, titulado a “Hora da Estrela” que conta a história de Macabéa, uma moça do interior em busca de sobreviver na cidade grande. A versão cinematográfica desse romance, dirigida por Suzana Amaral em 1985, conquistou os maiores prêmios do festival de cinema de Brasília e deu à atriz Marcélia Cartaxo, que fez o papel principal, o troféu Urso de Prata em Berlim em 1986.

Cecília Meireles 1901- 1964

Foi uma importante poetisa e jornalista brasileira,  ao lado de Clarice, considerada umas das maiores escritoras brasileiras, com mais de 50 obras publicadas. Além disso foi professora de línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.

Aos 18 anos Cecília publicou seu primeiro livro de poesias, chamado “Espectro”. Seus livros eram influenciados pelo Modernismo e pelo Romantismo.

Como profissional do jornalismo, Cecília publicava matérias sobre os problemas na educação, sendo a fundadora da primeira biblioteca infantil do Brasil, no ano de 1934. Seu interesse pela educação e pelas crianças fez com que tivesse também um grande reconhecimento na poesia infantil, com textos como “O Cavalinho Branco”, “Colar de Carolina”, “O Mosquito Escreve” e muitos outros.

Zilda Arns Neumann

A atuação de Zilda, não foi na literatura ou na filosofia, ele é reconhecida como uma das maiores humanitárias do Brasil, foi uma pediatra de enorme importância  para a redução da mortalidade infantil no país. Seu grande legado iniciou-se em 1983, quando ela fundou a Pastoral da Criança, uma gigantesca instituição ligada à Igreja Católica que hoje funciona em 20 países e atende mais de 1,5 milhão de crianças e adolescentes. Zilda faleceu no Haiti, em 2010, infelizmente ela foi vítima do terremoto que destruiu o país.

Carmen Miranda

Nossa maior estrela musical de importância internacional! Nasceu em Portugal por acaso, contudo chegou ao Brasil com apenas um ano de idade e veio a se transformar num dos maiores símbolos do país.

Carmen foi responsável por colocar o país no mapa do showbiz internacional e chegou a ser a mulher mais bem paga dos EUA, em meados dos anos 1940. O nome Carmem Miranda foi responsável por alavancar o tropicalismo, o mais importante movimento cultural da história do Brasil.

Lota de Macedo Soares

Sem nunca ter frequentado uma  faculdade, Lota foi uma das mais importantes arquitetas do Rio de Janeiro da década de 60. Mesmo sendo uma mulher muito visada, ela não escondia de ninguém que era lésbica e foi uma das responsáveis pelo ambicioso projeto do Parque do Flamengo, o maior aterro urbano do mundo.

Maria Quitéria de Jesus

Ela lutou nos batalhões nacionalistas nas guerras de independência e não deve ser vista como mais uma exceção em meio a mulheres inativas e silenciosas. Conta-se que comandou um batalhão de mulheres.

Nasceu no dia 27 de julho de 1792 na Bahia, ainda criança assumiu o comando da casa e a criação dos dois irmãos mais novos. Mulher muito bonita, altiva e de traços marcantes, Maria Quitéria montava, caçava e manejava armas de fogo.

Tornou-se guerreira em 1822, quando o Recôncavo Baiano lutava contra os portugueses a favor da consolidação da independência do Brasil. Mesmo advertida pelo pai de que mulheres não iam à guerra, fugiu e, ajudada por sua irmã Teresa, cortou os cabelos, vestiu a farda de seu cunhado e ainda tomou emprestado seu sobrenome, Medeiros. Ingressou no Regimento de Artilharia, onde permaneceu até ser descoberta, semanas depois.

Foi então transferida para o Batalhão dos Periquitos e à sua farda foi acrescentado um saiote. Sua bravura e habilidade no manejo das armas foram destaques desde o começo de sua vida militar. Em julho de 1823, quando o Exército Libertador entrou na cidade de Salvador, foi saudada e homenageada pela população.

É claro que faltam muitas mulheres nesta lista. Deixe nos comentários, quem você considera muito importante e que deve ter o devido reconhecimento.

Fonte: https://www.studentsforliberty.org

Por: O Martelo de Nietzsche