Ou você muda, ou tudo se repete

Ou você muda, ou tudo se repete

Março 17, 2019 Não Por admin

Para quem gosta de pensar na calmaria, a madrugada faz muito bem. Ela pode contribuir para uma reflexão sobre o que nós estamos fazendo com as nossas vidas. É o período do dia que eu acho mais interessante.

Confesso que eu gostaria de ter fé nos deuses da tradição da historia religiosa, isto é, ter um manual perfeito para poder tomar um rumo sublime em minha vida. Talvez, esse desejo tenha origem na necessidade paternal superior, ou simplesmente no desejo comum, de um cidadão qualquer, sem a menor relevância social. 

E para quê notoriedade nessa sociedade podre? Eu não sei onde vou parar e nem como a minha vida terminará… Espero chegar em algum lugar com bons resultados, que eu possa um dia olhar para trás e lembrar como foi bom viver determinada época. Se isso não ocorrer, também estarei grato à vida.

O retorno do mesmo nos leva a refletir sobre os nossos próprios erros; quantas vezes for necessário, para poder acertar ou para pôr em um lugar melhor as coisas que nos fizeram cai no erro. Retorno-me a mim, por meio de uma reflexão filosófica das minhas ações, porque somente assim os erros não se repetem

 Essa teoria é assustadora, mas por algum motivo é necessária. Precisamos colocar as peças nos seus devidos lugares. Minha sala está bagunçada, meus moveis estão sujos, minha cozinha está cheia de pratos, o que eu preciso fazer para a casa exalar um bom perfume?― Simples não é mesmo?

 Por que a gente repete os mesmos erros, as mesmas ações, os mesmos sentimentos? Para quê? Por que nos permitimos a idioticesse ?

Em objeção, algumas pessoas podem dizer que elas não comentem erros ou podem retoricamente perguntar: “que é o erro?” Ou quem sabe, podem dizer: “você erra porque é um fraco”. Podemos fazer muitas inferências, mas a massa esmagadora responderá que errar é humano e que isso faz parte do processo da vida.  Concordo, contudo fica a grande questão: “por que o erro se repete na vida de todos nós?”. Seja sincero, você nunca cometeu a mesma ação e disse para você mesmo: “nossa, se arrependimento matasse, puta que pariu!”

Ao dizer que o remorso é indecente, Nietzsche quer nos ensinar a coragem, a bravura, a admitir numa compreensão de reconhecimento, de que os atos cometidos foram feitos por nós mesmos. Ele não está afirmando que errar é legal e que essa ação “errada”(entenda-se como equívoco) em alguma proporção retornará para as nossas vidas para algum tipo de evolução redentora. ―Não!

O erro faz parte de um processo, mas a repetição desses erros, é sinal de desorganização e despreparo para os eventos que somos obrigados a vivenciar. Preste atenção nos seus erros, nas suas atitudes, na sua forma de pensar, nas pessoas que estão ao seu redor.

Agora, e se esse estado de permanência não for uma opção, e sim, uma realidade da ideia do eterno retorno? De uma força cósmica que nós não conhecemos? Não estou me referindo aqui a divindades.  Falo da força vital da natureza.

Perceberam como essas questões parecem perturbadoras em nossas cabeças? Dias sim, dias não, elas retornam para as nossas vidas, sem o nosso consentimento. Em um eterno fluxo do mesmo. Ela acaba de acontecer com você a partir do momento que você começou a ler esse simples artigo.

Chego à conclusão temporária, meio que repetitiva para mim mesmo, de que a concretude existencial, deve transcender as argumentações subjetivas de nossos pensamentos abstratos.

Sentir a vida, o vento, o gosto da água, deve ser mais importante do que nos perguntarmos: que é o vento? Que é a água, que é a vida?

Por: O Martelo de Nietzsche