Os 5 estágios da consciência humana segundo a filosofia dos vedas

agosto 8, 2019 Off Por O Martelo de Nietzsche

A filosofia védica (e a budista também) ensina que a sociedade erra constantemente por ter sua consciência mergulhada na ignorância e na estupidez. O homem comum segue apenas o fluxo repetitivo que aprendeu desde sua infância, não é à toa que Nietzsche dizia que “o homem é algo que precisa ser superado”.

Será que nós queremos superar esse homem que tem sido imposto em nossas cabeças como o modelo correto? Entenda-se homem, como uma ideia patriarcal,isto é, moral, que deve ser seguida.

Em linhas gerais: um cidadão de bem, que segue de maneira ordenada todas as obrigações conforme as normas do seu tempo, sem fazer nenhum tipo de questionamento.

Nietzsche chamaria esse cidadão de bem como “verme” ou “moscas venenosas”.

A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. Jean-Jacques Rousseau

Segundo os especialistas a civilização védica começou a elaborar seu pensamento filosófico no primeiro milênio a.C. Ela desenvolveu suas concepções filosóficas na região do subcontinente indiano e tinha como base de sua cultura, tanto a materialidade quanto a espiritualidade. A dualidade já estava presente na forma como a sociedade se organizava.

Para a filosofia dos Vedas a consciência humana passa por 5 estágios distintos durante o seu processo de evolução. Passando pelo estágio inicial de materialista à criadora.

Conheça agora os 5 estágios da nossa consciência segundo a filosofia dos vedas.

Estágio Obscuro

Obscuro aqui não tem o mesmo significado do que “mau”, mas sim, sem “luz”.

Nesse estágio o homem não consegue enxergar além do mundo físico. Para ele nada existe além da criação material. Por isso, forma seus conceitos com base naquilo que vê. O que para os vedas é o motivo para causar dor e sofrimento existencial, mas como o TODO é perfeito, nada permanece igual para sempre, nem mesmo o homem que se diz convicto de um conhecimento em relação ao mundo.

A pessoa no estágio obscuro é levada naturalmente a ter vislumbres de uma consciência mais ampla. Sua ideia de mundo material vai sendo aos poucos colocada em questão, mesmo contra a sua vontade.

O filósofo pré-socrático, Heraclítico, dizia que tudo muda, não existe nada fixo, exceto a certeza da mudança. Os nossos pensamentos mudam conforme nossas relações com o mundo. Nunca permanece imutável.

Estágio Motivado

Esse estágio é alcançado quando a pessoa assume que deve haver algo a mais,  isto é, além daquilo que consegue compreender em relação a sua existência na sociedade. Ele luta para descobrir a verdadeira natureza do universo e persiste na busca da compreensão de tudo aquilo que existe ao seu redor.

Dessa forma, ele concentra-se sua mente e descobre o seu interior. Ele encontra motivação em si mesmo para buscar por novos horizontes e explorar outros caminhos.

Estágio Firme

O homem chega a esse estágio quando a compreensão dessa existência interior se torna natural e há percepção de que os fenômenos externos nada mais são do que criações mentais. Nesse estágio a pessoa submerge-se nos mais profundos dos seus pensamentos, o que os vedas chamam de “rio sagrado”.  Ele chega gradualmente a postura espontânea de gratidão ao universo simplesmente por existir.

Estágio Devotado

Nesse estágio a devoção aos pensamentos do “rio sagrado” torna-se o estado natural de sua consciência.  Nesse estágio de consciência o homem consegue compreender a totalidade de ilusão  do mundo da qual ele mesmo faz parte, bem como toda criação que o fez na sociedade. Nesse estágio ele não se ilude com qualquer coisa.

 Estágio Puro

O último estágio é alcançado quando o homem está completamente ciente das ilusões do mundo, e compreende  a espiritualidade na plenitude de sua existência, no todo do universo. Aqui ele não se sente inferior ou superior a ninguém, ele se sente parte de todo o universo. Sente-se conectado em tudo o que existe. Portanto, o falso ego não tem mais poder em sua consciência. Nesse estágio a sua luz é percebida por qualquer pessoa que se aproxime. A lucidez espiritual  é perceptível.

Dessa maneira, ele abandona a ideia de indivíduo, eu, sujeito, singularidade, etc..  Passa a sentir como um ser plural conectado ao universo.

O único fim dos tribunais é o de manter a sociedade no seu estado atual. Leon Tolstói

Indicação de leitura complementar: Veda: Segredo do Oriente, uma Antologia de Artigos e Ensaios.

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Por: Wanderson Dutch

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