Malala defende inclusão de igualdade de gênero nas salas de aula no Brasil.

agosto 12, 2019 Off Por O Martelo de Nietzsche

Malala Yousafzai, ativista paquistanesa e ganhadora do Nobel da Paz, contou sobre os seus projetos para a população indígena e negra no Brasil. A entrevista foi dada exclusivamente ao portal G1. Destacaremos aqui os trechos mais relevantes.

A visita de Malala ao Brasil no ano passado não foi apenas um passa tempo, ela se comprometeu em investir US$ 700 mil no trabalho realizado por três ativistas brasileiras, da Bahia, de Pernambuco e de São Paulo. (Trabalho este que já está sendo realizado no Brasil)

E também se comprometeu em ajudar na inclusão de ensino das 1,5 milhão de meninas do Brasil que atualmente estão fora da escola. Isso é só um passo em seu objetivo final: fazer isso com todas as 130 milhões de meninas nessa situação em todo o mundo.

Para quem ainda não conhece, Malala se tornou mundialmente conhecida em 2012, após ser baleada na cabeça por radicais do Talibã ao sair da escola. Ela seguia em um ônibus escolar e seu crime foi se destacar entre as mulheres e lutar pela educação das meninas e adolescentes no Paquistão. Os talibãs são contrários à educação das mulheres

Por que o interesse em investir no Brasil?

Ela esclarece que no Brasil, são 1,5 milhão de meninas sem uma educação minimamente digna, a porcentagem é mais alta quando se trata de comunidades indígenas, comunidades afro-brasileiras. Só 30% das crianças afro-brasileiras terminam a escola.

As comunidades indígenas representam 0,5% da população, mas representam 30% dos que estão fora da escola ou são analfabetos. Então existe necessidade de apoio. Ela conclui que o seu foco maior será nas comunidades mais carentes do Brasil.

Para cumprir a sua própria meta, Malala afirma defender esforços em todas as áreas, inclusive a política, com leis que ajudem na evolução da igualdade de gênero. Para ela, oferecer informações a meninas sobre sua saúde sexual e sua educação sexual é “crucial”, principalmente considerando as meninas que são vítimas de assédio.

Entrevista completa, clique aqui.

Por: Wanderson Dutch