Quando nosso cérebro escolhe fingir que não sente para não sofrer

outubro 3, 2019 Off Por O Martelo de Nietzsche

O sofrimento numa visão budista é sempre uma escolha, já a dor é sempre inevitável. Infelizmente não existe nenhuma formula mágica para você fazer com que o sofrimento seja eliminado repentinamente. É preciso sempre encarar e procurar soluções para que determinado sofrimento não prolongue.

Viver é confrontar provocações, construir um, dois, seis ou mais projetos, é construir a nossa própria felicidade, e aceitar que, de vez em quando (ou quase sempre), o sofrimento baterá na nossa porta para nos colocar à prova e nos deixar alerta.

E não, nem todos assumimos esses golpes que a vida nos traz da mesma maneira. Há quem confronte melhor as decepções e quem, por outro lado, as interiorize permitindo que minem sua autoestima.

Nenhuma tristeza é vivida de igual maneira, assim como nenhuma depressão tem a mesma origem, nem é sentida igualmente por todas as pessoas.

Mas existe um sintoma muito comum que, de algum modo, todos teremos que experimentar alguma vez: a anedonia.

A anedonia é a incapacidade de sentir prazer e aproveitar as coisas boas.Nosso cérebro, por assim dizer, “decide se desconectar”. Não sentir para não sofrer, isolar-se, ficar anestesiado.

Pode ser que você já tenha sentido isso durante alguns dias, quando é consumido pela apatia e pelo desânimo, mas o que acontece quando isso se torna crônico? O que acontece quando deixamos de “sentir a vida” por completo de forma crônica?

Hoje queremos tratar desse assunto para oferecer a você informações que nos aprofundem no conhecimento deste aspecto tão importante.

A depressão, por exemplo, não se “cura de um dia para o outro”, não se enfrenta com pensamentos positivos. Ela requer múltiplos enfoques, dependendo, como sempre, da realidade de cada pessoa.

Os medicamentos, as terapias, o apoio familiar e, acima de tudo, os recursos próprios que cada um possa usar são elementos fundamentais

Não sentir para não sofrer não é um mecanismo adequado com o qual viver. Ele permitirá que você “sobreviva”, mas estando vazio/a por dentro. Não se permita ser um prisioneiro eterno do sofrimento.

Se há alguma coisa positiva que podemos tirar da anedonia, é que você deixou de lado a capacidade de sentir. Agora que está “anestesiado/a” em relação à dor, é o momento de se perguntar do que você PRECISA.

  • Precisa que a tranquilidade e a felicidade voltem para a sua vida? Volte a criar ilusões consigo mesmo.
  • Precisa deixar de ser prisioneiro do passado? Faça uma mudança rumo ao futuro.
  • Precisa deixar de sofrer? Atreva-se a viver de novo, abra as portas do seu coração, permita-se ser feliz outra vez.

“O sofrimento não é uma escolha pessoal, ninguém escolhe dor ou isolamento emocional por opção. No entanto, não há nenhum anestésico para evitar o sofrimento, as épocas escuras devem ser abordadas com determinação, coragem e esperanças renovadas.”

E aí, o que você faz quando precisa encarar uma pressão suportável?