Wanderson/ março 25, 2020/ Análise filósfica/ 0 comments

Este artigo certamente terá uma segunda parte, pois o tema é bastante espinhoso e vai contra tudo aquilo que os cristãos ortodoxos acreditam em relação a bíblia e aos ensinamentos do seu lider supremo.

Despensa detalhes bibliográficos aqui neste artigo sobre a origem de Paulo, sua formação intelectual e sua influência da filosofia grega e dos epicuros.

Sobre as falsificações de Paulo

Não somente Nietzsche, em seu livro O Anticristo, como várias outras vozes já alertaram sobre a falsidade da obra de Paulo, entre elas a do nosso querido pacífico profeta da não-violência Mahatma Gandhi e a do teólogo alemão Albert Schweitzer, prêmio Nobel da Paz em 1952.

“As Epístolas são uma fraude dos ensinamentos de Cristo, são comentários pessoais de Paulo à parte da experiência pessoal de Cristo”, escreveu Gandhi.

Muito do conteúdo das epístolas de Paulo está claramente em oposição à doutrina de Jesus, afirmou Albert Schweitzer.

Podemos dizer que a influência de Paulo é indiscutível. Mas, para uma corrente de historiadores e teólogos, ele deturpou os ensinamentos de Jesus completamente, para muitos estudiosos, ele é o verdadeiro pai do Cristianismo.

Isso ficou evidente após o descobrimento de escrituras autênticas e completas dos ensinamentos de Cristo: o Evangelho dos Doze Santos, encontrado em 1850 no Tibete; o Evangelho Essênio da Paz, achado na Biblioteca do Vaticano em 1925; e os Manuscritos do Mar Morto, encontrados em 1945 numa caverna do Oriente Médio, com os ensinamentos dos essênios que viveram nos séculos I e II. Comparemos algumas das palavras de Jesus, segundo o Evangelho dos Doze Santos, com as palavras de Paulo, segundo suas próprias epístolas.

As principais críticas da corrente antipaulina concentram-se em pontos polêmicos das cartas do apóstolo. Nelas, entre outras coisas, Paulo defende a obediência dos cristãos ao opressivo Império Romano, bem como o pagamento de impostos, faz apologia da escravidão, legitima a submissão feminina e esboça uma doutrina da salvação distinta daquela que, segundo teólogos antipaulinos, teria sido defendida por Jesus.

“A mentira que foi a figura profética que foi Paulo tem durado tanto tempo à base da violência. Sua conversão foi uma farsa”, afirma Fernando Travi, fundador e líder da Igreja Essênia Brasileira. Os essênios eram uma das correntes do judaísmo há 2 mil anos, convertidos na primeira hora ao cristianismo.

“Ele criou uma religião híbrida. A prova disso é o mundo que nos cerca. Um mundo cheio de guerra, de sofrimentos e de desespero.”

Para discussão

Veja algumas das palavras de Jesus, segundo o Evangelho dos Doze Santos, com as palavras de Paulo, segundo suas próprias epístolas:

Escravidão.

Jesus: “Protegereis o fraco (…) Deus mandou-me ajudar os quebrantados, para proclamar liberdade aos cativos”. Paulo: “Escravos, sejam obedientes a seus mestres, com temor e estremecimento, assim como a Jesus”. (Efésios 6) “(…) Se seu proprietário é um cristão (…) devem trabalhar mais duro porque um irmão na fé está lucrando com a labuta”.

Vegetarianismo

Jesus: “Não comereis a carne nem bebereis o sangue de nenhuma criatura abatida (…) Porque das frutas das árvores e das sementes das ervas Eu partilho somente”. Paulo: “Aqueles cuja fé é fraca comem somente vegetais”. (Romanos 14)

Remissão dos pecados

Jesus:

“Nenhuma oferenda de sangue, de besta, de pássaro ou de homem pode tirar o pecado. Como pode a consciência ser purgada de pecado pelo derramamento de sangue inocente?”

Paulo:

“Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão (…) O sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência.” (Hebreus 9)

Conseguem percebe a diferença. Se você for um defensor fiel a tudo que te ensinaram na bíblia certamente vai quer argumentar contra.

Mas deixaremos aqui uma leitura crítica e essencial para quem deseja se aprofundar sobre a vida de Jesus de maneira crítico-reflexiva.

Como Jesus se tornou Deus? Por Bart D. Ehrman

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