Rafael Jordão/ março 10, 2020/ Sem categoria/ 0 comments

Psicologia Analítica

Carl Gustav Jung foi o psiquiatra e psicoterapeuta suíço responsável por fundar a psicologia analítica. Uma área de conhecimento dentro da psicologia que. O objeto de estudo desse ramo da psicologia é, não só a psique (ou mente) humana, mas mais especificamente o inconsciente.

Jung analisava seus pacientes principalmente por meio dos sonhos, pois entendia que estes não eram meras imagens aleatórias geradas enquanto dormimos, mas processos importantíssimos de um tipo de comunicação entre as partes inconsciente e consciente da nossa psique. E que eles tinham um sentido que era expresso através de símbolos, imagéticos e dramatizados.

O Processo de Individuação

Jung entendia que a psique humana está fragmentada principalmente em duas partes: consciente e inconsciente. Cada uma dessas partes, por sua vez, apresentando dois aspectos abrangentes: um pessoal e um coletivo.

Isso significa que nossa mente não é uma unidade, como inocentemente assumimos. O que implica na necessidade de integração da mesma. O que nos leva a um dos conceitos mais importantes do .

O processo de individuação é justamente o que Jung propôs como “solução” para essa fragmentação. Ele não via como dada essa nossa chamada individualidade – não no aspecto psicológico, ao menos. Na sua percepção, nós precisamos nos tornar indivíduos (psicologicamente).

Sonhos e Personagens Oníricos

Ele notou, através das milhares de horas de análise com seus pacientes, além dos estudos sobre as diferentes mitologias dos diferentes povos que conhecerá, que existiam personagens oníricos recorrentes: a sombra, a anima, o animus e o self. E que estes apareciam representados simbolicamente durante os sonhos.

A sombra é tudo aquilo que foi ignorado, reprimido, colocado “debaixo do tapete” do consciente. E, com isso, se cria o que Jung chamou de persona, a máscara que vestimos para interagir com o mundo, com os outros. Embaixo da qual estão todos aqueles aspectos da nossa personalidade que queremos ou aprendemos a esconder e que temos vergonha ou medo de mostrar.

A anima é o aspecto feminino da psique do homem. Extremamente influenciada pela relação do mesmo com a figura materna.

O animus é o aspecto masculino da psique da mulher. Extremamente influenciado pela relação da mesma com a figura paterna.

E o Self é, ao mesmo tempo, o centro e a totalidade da nossa psique e personalidade. A imagem de uma bolinha de golf no centro de uma bola de basquete é uma analogia bem próxima da representação elaborada no livro “O Homem e seus Símbolos“.

Arquétipos

Os arquétipos são padrões existentes no que Jung reconheceu como inconsciente coletivo. Formados pela repetição de uma experiência e consequente impressão da mesma na psique humana.

O autor chega a dizer que não temos acesso aos arquétipos, em si, apenas às representações dos mesmos. O que abre um leque desde reações emocionais e fisiológicas (como a raiva), até imagens e histórias de deuses e heróis lendários (como Ares e São Jorge).

Ambos exemplos são padrões que se repetem há – literalmente – milhares de anos na experiência humana.

Conclusão

Jung passou sua vida explorando a psique humana, em todos os seus níveis e camadas. Viajou para diversos lugares do mundo, esteve entre povos antiquíssimos, mergulhou nos símbolos alquímicos e deixou um legado de imensurável valor e profundidade.

Ele tinha pra si que o processo de individuação, como integração das partes fragmentadas da psique humana, era um movimento natural. Porém, que apenas acontece quando uma pessoa toma consciência desse movimento e deliberadamente age de modo a promovê-lo.

Soma-se que, ao contrário da visão superficial que muitas pessoas têm, o ego é parte essencial desse processo. Pois é através dele que realizamos essa “tomada de consciência”.

Observação final: ressalto que existe muito mais no que Jung falou do que caberia num post de 650 palavras. Meu objetivo aqui é meramente introduzir alguns de seus principais conceitos, despertar curiosidade e facilitar a entrada nos abismos, florestas, campos, montanhas e vales de conhecimento que compõem o estudo desse gênio, do inconsciente e da própria psique humana.

por Rafael Jordão.

Se você quer se aprofundar ainda mais na psique humana, clique aqui.

Share this Post

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>
*
*