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Espíritos Livres e o fim da Era dos ideais perfeitos

A “era dos ideais perfeitos” cairá perante a ascensão de espíritos livres.

Há pelo menos 150 anos a sociedade ocidental experimenta o declínio de um modelo moral – de uma certa conduta perante a vida – que tem como pilar central a crença literal num ideal perfeito.

O reconhecimento amadurecido da nossa individualidade aliado à necessidade de expressão autêntica da mesma, resultará no fim do tipo moral que compõe grande parte da nossa sociedade atual.

Seja o tipo político, o tipo religioso ou o tipo ideológico – são todos tipos morais; moralizantes e moralizados -, nenhum sobreviverá a uma sociedade composta por indivíduos reais – por espíritos livres. Estes últimos, vale ressaltar, são seres raros: que respiram diferente, que olham diferente, que sentem e agem junto, que observam, ruminam. São psicólogos naturais, de uma não-pensada filosofia prática. São artistas – seres que se expressam – que precisam se expressar.

Todo espírito livre que lê esse texto se enxerga como parte dessa sociedade de indivíduos, mas é provável que nenhum de nós irá vivenciá-la, que sejamos como Zaratustra, apenas anunciadores, professores, mensageiros. O que não é para nos diminuir: a ponte é tão necessária quanto o outro lado.

Respire fundo! A distância é real. A solidão é real – por isso, coragem!

Nós somos as gotas espaçadas e pesadas que anunciam a tempestade.

Precipitar é nosso movimento natural. Saltar antes de todos é nosso ato sem esforço, é nossa necessidade fisiológica. Basta não nos constrangermos.

Na mata fechada de uma sociedade moralizada, o único caminho é desbravar. Então, que nossas trilhas sejam úteis, e logo obsoletas – e que nem sequer cogitemos impedir isso -, elas precisam se tornar obsoletas.

Que estes seres fascinantes que estão por vir naturalmente virem a curva não trilhada por nós. Todos, ao mesmo tempo. Que vivam a tempestade!

por Rafael Jordão.

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